7 de setembro de 2011

Litíase em Animais Domésticos

Fonte: reporternarua.com.br


Litíase Urinária




- Litíase não é uma doença específica, é sequela de desordens subjacentes
- É o terceiro caso de maior procura na clínica médica veterinária de pequenos animais
- Raça, sexo, idade, dieta, anormalidades anatômicas, anormalidades metabólicas, infecção do trato urinário, medicações, pH da urina - Fatores que podem influenciar no aparecimento da urolitíase
- Urólitos são compostos de vários minerais encontrados em qualquer local do trato urinário. Em sua estrutura possuem núcleo, pedra, parede, cristais de superfície
- Provavelmente começam a ser formado devido a supersaturação da urina
- Os fatores que predispõem a formação de um tipo mineral podem ser alterados e a precipitação de outros tipos minerais pode ser favorecida


Fatores Predisponentes


- Reabsorção tubular reduzida
- Estase urinária
- Infecção do trato urinário devido ao favorecimento do aparecimento de matriz orgânica ou alcalinização da urina
- Diminuição do poder urinário de inibição da cristalização
- Diminuição da capacidade solvente da urina por diminuição da diurese ou modificação do pH urinário
- Aumento da excreção urinária dos constituintes cristalinos por absorção intestinal acrescida ou metabolismo endógeno anormal


Classificação


- Localização: Nefrólitos, renólitos, uretrólitos, ureterólitos, urocistólitos
- Forma: Lisos, facetados, piramidais, laminados, mulberry, jackstone, stag horn, ramificados
- Composição: Fosfato amoníaco magnesiano, fosfato de cálcio, uratos, cistina


Predominância de Ocorrência por Composição


- Estruvita
- Oxalato de Cálcio
- Urato
- Cistina
- Sílica
- Fosfato de Cálcio
- Compostos
- Mistos
- Matriciais
- Sulfadiazina

* A análise quantitativa permite maior exatidão na identificação e quantificação das substâncias e disposição dentro dos urólitos e fornecem melhores informações diagnósticas, prognósticas e terapêuticas.


Estruvita: - Bactérias urease
               - Schnauzers = predisposição
               - Tendência à recidiva

Oxalato de Cálcio: - Causas possíveis = dietas acidificantes + alta ingestão de proteína animal
                             - Maior tendência em machos devido ao aumento de produção hepática de oxalato sob estímulo da testosterona
                             - Maior tendência em animais idosos
                             - Possuem protusões pontiagudas que podem causar traumas teciduais graves

Urato: - Urato de amônio
          - Mais observados em dálmatas, pois esta raça excreta maior quantidade de ácido úrico

Cistina: - Para evitar a formação ou dissolver os existentes, deve-se reduzir a dieta com proteínas e metionina, alcalinizar a urina e usar drogas com tiois.

Fosfato Triplo: - Os mais observados em cães e gatos
                       - Sais de magnésio + amônio + cálcio + fosfato
                       - Comum em urina alcalina

Purina: - Por acidúria
           - Por presença ou ausência de inibidores de cristalização
           - Por excreção renal e concentração urinária de ácido úrico, íon amoníaco


Diagnóstico


- Baseado em sinais clínicos + presença de cálculos e determinação de sua natureza
- Na urinálise, deve-se ter cuidado com a evaporação da amostra para que não ocorra alteração da densidade urinária e concentração de constituintes
- Imagiologia: Fornece localização, número, tamanho, densidade, forma dos cálculos
- Fazer exame bacteriológico da urina
- Armazenar urólitos em recipiente limpo e seco, sem conservantes
- Bioquímica sérica e hemograma para identificar anomalias adjacentes e o comprometimento sistêmico
- Sinais Clínicos: - Litíase Vesical e Uretral
                               *Cistite e Uretrite: Polaquiúria, hematúria, disúria, estrangúria, incontinência
                               *Obstrução Uretral: Sinais de azotemia pós renal (depressão, anorexia, vômito)
                          - Litíase Renal e Ureteral
                               *Hematúria, infecção urinária recidivante, síndrome abdominal dolorosa, hidronefrose, hipertermia persistente, poliúria, polidipsia, I.R.
                               *Infecção urinária, hidronefrose secundária, possível ruptura ureteral


Tratamento


- Intervenção cirúrgica: improvável que impeça recidivas
- Aliviar obstrução, descomprimir bexiga, corrigir desequilíbrios hidro eletrolíticos, tratar patologias adjacentes
- O tratamento médico visa reduzir a quantidade de cristalóides excretados na urina e o aumento do volume na qual os cristalóides estão contidos


Profilaxia


- Prevenção dos fatores de risco + manejo dietético
- Reavaliação periódica para ajudar a evitar recidivas
- O uso de antibioticoterapia na erradicação de bactérias produtoras de urease, também pode reduzir a precipitação de cristais de estruvita
- Protocolos de dissolução ou prevenção devem ser planejados com base na composição de cada urólito














FOTOS: Formações cristalóides.
Fonte: Arquivo Pessoal, 2011.

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FOTOS: Formações cristalóides submetidas à análise quantitativa e qualitativa.
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.


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REFERÊNCIAS


_____________________. Bases para Avaliação Renal.


_____________________. Função Renal.


FERREIRA, R. N.; Manejo de cães com urolitíase. 2007. 32 f. Trabalho de conclusão de curso (obtenção de título de especialista) – Universidade Castelo Branco. Rio de Janeiro, 2007. Disponível em <http://www.qualittas.com.br/documentos/Manejo%20de%20Caes%20com%20Urolitiase%20-%20Roberta%20do%20Nascimento%20Ferreira.PDF>.


HENDRIX, C. H.  Procedimentos Laboratoriais para Técnicos Veterinários. São Paulo: Roca, 2006.








LIMA et al. Análise dos parâmetros bioquímicos e urinários de cães com suspeita de afecção do sistema urinárioRevista Ciência Animal, 15(1):43-47, 2005. Disponível em < http://www.uece.br/cienciaanimal/dmdocuments/Comunicacao1.2005.1.pdf >.


OLIVEIRA, A. C. S. Urolitíase Canina29 f. Trabalho de conclusão de curso (obtenção de título de especialista) – Universidade Castelo Branco. Brasília, 2010. Disponível em <http://www.qualittas.com.br/documentos/Urolitiase%20-%20Ana%20Carolina%20Silva%20Oliveira.pdf>.


OYAFUSO, Mônica Kanashiro et al. Urolitíase em cães: avaliação quantitativa da composição mineral de 156 urólitos. Cienc. Rural [online]. 2010, vol.40, n.1, pp. 102-108. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782010000100017. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782010000100017>.


 REGAZOLI, Érika. Estudo Retrospectivo da Urolitíase em Cães atendidos no Hospital Veterinário - UEL entre 2007 e 2009. 2010. 67 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Medicina Veterinária – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2010 . Disponível em <http://xa.yimg.com/kq/groups/20300864/1602714315/name/tcc+final+erika.pdf>.


THRALL. M.A, et al. Hematologia e Bioquímica ClínicaVeterinária. 1 Ed. São Paulo: Roca, 2007.


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