2 de outubro de 2011

Aborto em diferentes espécies - por Protozoários




TRIPANOSSOMOSE ou mal das cadeiras


Agente: Trypanosoma evansi

Pode levar ao abortamento: Bovinos, Equinos, Felinos e Caprinos.

Trasmissão: Através de insetos e morcegos hematófagos.

Reservatório: Cães e Bovinos.

Sinais clínicos: Edema de membros posteriores, febre, letargia, perda de apetite, emagrecimento, lacrimejamento, aborto, perda de condição corporal, formação de placas cutâneas, sangramentos nasais e oculares, claudicação típica, anemia. Ocasionalmente poderá ocorrer sintomatologia nervosa.

Diagnóstico: Sorologia, PCR, Imuno histoquímica.

     - No hemograma: Leucocitose com desvio à esquerda ou Leucopenia; Linfocitose ou Linfopenia; Monocitose; Neutrofilia e Eosinopenia; Aumento de Proteínas Plasmáticas; Aumento de fibrinogênio; em equinos estará presente possivelmente basofilia.

     - Na macroscopia: Poderá haver icterícia generalizada na carcaça;  aumento no tamanho dos linfonodos; esplenomegalia; hepatomegalia; atrofia de massas musculares nos membros posteriores.

     - Tratamento: Poderá ser feito com Aceturato de Diminazeno a 3,5 mg/kg para gestantes. Este tratamento só será efetivo quando o agente não tiver alcançado o SNC.


Trypanosoma evansi.
Fonte: google.com




TRIPANOSSOMOSE


Agente: Trypanosoma vivax

Transmissão por insetos hematófagos, principalmente a Glossina spp.

Sinais clínicos: Aborto, má qualidade de sêmen, morte neonatal, fraqueza progressiva, perda de peso.

Acomete principalmente bovinos e ovinos. Quando acometidos, os equinos podem desenvolver a doença de forma crônica.


Trypanosoma vivax.
Fonte: r1.ufrrj.br



SARCOCISTOSE


Agente: Sarcocystis sp.

Hospedeiros definitivos: cães, gatos e homem.

Hospedeiros intermediários: bovinos, ovinos e suínos.


Ciclo evolutivo

Hospedeiro definitivo adquire o agente através da ingestão de cistos musculares advindos de alimentação inadequada => elimina oocistos => Hospedeiro intermediário os ingere => esporozoítos são liberados no intestino do H.I. => Alcança os tecidos e os equizontes penetram nas células endoteliais nos vasos sanguíneos nos órgãos.


Sinais clinicos {H.I.}:

    - Fase aguda: Febre, anorexia, palidez de mucosas, corrimento nasal e ocular, dispnéia, salivação, prostração intensa, decúbito com opstótomo.
    - Fase crônica: Emagrecimento, alopecia, perda da vassoura da cauda, prostração e morte.
    - Queda da produção leiteira, aborto no terço final da gestação com retenção de placenta, animais nascidos fracos.


Diagnóstico: Inspeção carne, sintomatologia clínica, histologia, coproparasitologia em cães e gatos, RIFI e ELISA para diagnóstico diferencial.

Tratamento: Pode-se utilizar Amprólio na alimentação como preventivo.

Controle: Prevenir infecção dos H.D.

OBS: Na necropsia pode-se observar presença de merozoítos e encefalite não supurativa multifocal acentuada.

Sarcocystis sp.
Fonte: jcastella.uab.cat
Sarcocystis sp.
Fonte: ocw.tufts.edu




NEOSPOROSE


Agente: Neospora caninum


H.D.: Cães
H.I.: Bovinos, Ovinos, Caprinos, Equinos.

Formas: Taquizoítos, bradizoítos e esporozoítos.

Transmissão:
     - Para o H.D.: Ingestão de carne contaminada ou leite contaminado.
     - Para o H.I.: Vertical {transplacentária} ou Horizontal {ingestão de oocistos esporulados}.

Sinais Clínicos em bovinos, caprinos e ovinos: Aborto sem retenção placentária {com mais frequencia entre o 5 e 6 mês}; reabsorção do concepto ou mumificação; decréscimo na produção leiteira durante a lactação; em animais jovens, poderá ocorrer sintomatologia nervosa e baixo peso corporal.

Sinais clínicos em equinos: Cegueira, perda de peso, paralisia de membros posteriores, dificuldade de mastigação, incoordenação, aborto e ataxia.

Diagnóstico: Histopatológico {análise de lesões = presença de células mononucleares no encéfalo, coração e musculatura esquelética}
                      Sorologia {Probabilidade de reações cruzadas ocorrerem; Pesquisa de anticorpos Anti N. caninum}
                      Coproparasitologia com amostras dos possíveis H.D.

Controle: Medidas de biossegurança, evitar a presença de cães em produções animais, fazer manejo adequado do pasto, evitar presença de roedores nas proximidades de criações.

Tratamento: Não existem medicamentos efetivos para o tratamento.
                     Para H.D.: pode-se fazer uso de trimetropim + sulfadiazina e pirimetrina {para controlar a sintomatologia nervosa, porém, os resultados não são comprovados}
                      Fazer a prevenção com vacinação correta


Neospora caninum.
Fonte: infoescola.com.



TOXOPLASMOSE


Agente: Toxoplasma gondii


Vias de transmissão: Congênita, carnivorismo, fecal-oral.

Hospedeiro definitivo: Gato doméstico e outros felinos.

A contaminação do H.D. se dá por ingestão de oocistos esporulados.

Causa aborto em ovinos, caprinos e suínos.

Sinais clínicos em felinos: Hipertermia, corrimento ocular, quadro pulmonar, fezes pastosas a líquidas.

Em ovinos: Toxoplasmose gera placentite necrótica e infecção do feto.

Diagnóstico: Parasitológico {identificação do agente}
                   Sorológico {Reação de Sabin e Feldman ou teste do corante; fixação do complemento; hemaglutinação indireta; aglutinação pelo látex; RIFI e ELISA}

Tratamento: Clindamicina.

Controle: Fazer o controle de artrópodes, pois podem ser disseminadores mecânicos de oocistos, fazer a limpeza de instalações, não fornecer carne crua para os animais, evitar o acesso de felídeos aos estabelecimentos que contenham herbívoros.


Toxoplasma gondii.
Fonte: corbis.com.






TRICOMONOSE GENITAL BOVINA/OVINA/CAPRINA

Agente: Trichomonas foetus
Hospedeiro natural de bovinos.

Prejuízos econômicos na pecuária.

Transmissão: Através do sêmen infectado ou vias indiretas {instrumentos utilizados, falta de higiene}

Contaminação ocorre por completo em 15 dias, provocando vaginite moderada, descarga mucopurulenta, endometrite, infertilidade transitória, piometrite, salpingite e cervicite. Também poderá ocorrer aborto até o quinto mês de gestação, quando o agente adentrar o útero e multiplicar-se  nas membranas fetais gerando desprendimento e morte do embrião.

1ª infecção: 2 a 3 dias após a cópula;
Reinfecção: 10 a 15 dias com sintomas;
Migração: Região vaginal para o útero.

Sinais clínicos

     - Fase aguda: Hiperemia intensa na mucosa vaginal com pequenos nódulos, exsudato acinzentado, edema genital.
     - Fase subaguda: Cervicite, corrimento com aborto sem retenção de placenta, piometra.
     - Fase crônica: Fêmeas se recuperam caso a endometrite não seja muito grave. Os machos podem apresentar balanopostite.
     - Em fêmeas pode-se observar ainda repetição de cio, aborto até o 5º mês, anestro.


Diagnóstico: Histórico reprodutivo, identificação do T. foetus, exame direto, cultivo celular, testes sorológicos não são recomendados pela possibilidade de reação cruzada.

Tratamento: Repouso sexual por 90 dias, cuidados para evitar infertilidade, preventivo. Pode-se utilizar tetraciclinas, e em machos, pode-se utilizar Flagil na mucosa peniana em associação com administração de  dimetridazol 15g/100kg P.V. por 5 dias V.O., repetir em 15 dias a aplicação.
Pode-se fazer também o uso de  penicilinas e também prostraglandinas para limpar o útero e regularizar o ciclo estral.

Controle: Deve-se fazer a prevenção, dando preferência ao uso de inseminação artificial, substituir touros infectados, manter animais acometidos separados do rebanho saudável.


Trichomonas foetus.
Fonte: google.com 


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REFERÊNCIAS



http://www.infoescola.com/doencas/tricomonose-genital-bovina/

http://www.hvetmuralha.pt/uploads/cms/20110103174003_PParasitas_na_reproducao_de_ruminantes.pdf

http://www.inseminacaoartificial.com.br/Principais_enfermidades.htm

http://www.saudeanimal.com/hvvb/ruminantes/bovpar01.htm

http://www.simcorte.com/index/Palestras/7_simcorte/simcorte19.pdf

http://www.revista.inf.br/veterinaria11/revisao/edic-vi-n11-RL86.pdf

http://www.scielo.br/pdf/pvb/v27n10/a01v2710.pdf

http://www.revistas.ufg.br/index.php/vet/article/view/7878/5706

http://www.revista.inf.br/veterinaria12/revisao/pdf/AnoVII-Edic12-Rev161.pdf

http://www.ufrgs.br/actavet/38-2/884.pdf

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/6515/5915

http://www.ufrgs.br/actavet/35-3/artigo750.pdf

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/4607/3889

http://www.ufrgs.br/actavet/37-1/art805.pdf

http://www.coccidia.icb.usp.br/disciplinas/BMP222/aulas/Toxoplasma_2011.pdf

http://www.cbpv.com.br/rbpv/documentos/17supl.12008/Protozool003.pdf

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http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc_pdf/Doc136.pdf

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http://www.scielo.br/pdf/pvb/v30n8/06.pdf

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