11 de dezembro de 2011

Haemoncose Ovina



Patogenia
Lesões causadas por H. contortus.
Fonte: farmpoint.com.br.
Ciclo do H. contortus em ovinos.
Fonte: pubs.ext.vt.edu.
O agente Haemonchus contortus localiza-se em estado patogênico no abomaso, sendo desta forma, considerado como parasito gastrointestinal.
A patogenia se dá através de uma anemia aguda, devido aos atos hematófagos deste parasito. Em até duas semanas, se tornará evidente, com diminuição elevada do VGM. Caso não seja tratado o animal, a medula tende a se esgotar devido a constante necessidade de produção celular.



Sinais Clínicos
Edema submandibular em ovino.
Perda de peso e anemia, associados à diminuição do volume globular. Com a progressão da doença, poderão aparecer edema submandibular e ascite. Em casos de doença hiperaguda, pode ocorrer morte súbita por gastrite hemorrágica grave.



Diagnóstico


Testes que podem ser utilizados para detecção do Haemonchus contortus são OPG, Método Famacha e ainda o TF-Test com menos precisão (desenvolvido para humanos, porém modificado para uso veterinário).
Ovos de H. contortus em ovino.
Fonte: jeannoon.com.

Outros testes que também podem ser utilizados porém, com um pouco mais de dificuldade são: testes de migração, eclodibilidade e desenvolvimento de larvas, hematócrito e as técnicas sorológicas (pepsinogênio, gastrina, anticorpos anti-parasitos).
   
Bioquímica sérica: Presença de hipoproteinemia + hipoalbuminemia.

Pelo método Famacha, tem-se uma maneira de identificar animais resistentes, resilientes e sensíveis às infecções por parasitas, através da detecção de diferentes graus de anemia através da comparação de coloração da conjuntiva ocular, o valor do hematócrito e a incidência do parasita hematófago, Haemonchus contortus. Quanto mais alta for a classificação neste método, mais urgência terá que ser dada o tratamento. Por não ser 100% correspondente, este método deverá ser utilizado concomitantemente com o OPG (quantidades de ovos por grama de fezes) antes e após o tratamento.
Comparação pelo método FAMACHA.
Fonte: jeannoon.com.




Tratamento

Quando em surto agudo, tratar os ovinos com benzimidazol, levamisol, avermectina/milbemicina ou salicilanalida. Deve-se transferir imediatamente estes animais para  pastos que não tenham sido anteriormente ocupados por ovinos. Oferecer pastos com bom valor nutritivo.


Controle

Uso de anti helmíntico em intervalos de duas a quatro semanas, dependendo do grau de infestação.
Em áreas endêmicas, pode-se fazer uso de disofenol, closantel ou rafoxanida como profilaxia residual em animais de lã.


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REFERÊNCIAS

URQUHART, G. M; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L.; DUNN, A. M.; JENNINGS, F. W. Parasitologia veterinária. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.





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