21 de fevereiro de 2012

Babesiose (Equina, Bovina e Canina)

Etiologia


Tendo como agente etiológico o protozoário Babesia sp., a babesiose é uma doença que pode acometer diversas espécies como a eqüina, canina, bovina e outras com menor freqüência. Uma vez que o hospedeiro vertebrado seja inoculado via transfusão sanguínea, placenta ou pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus, o agente ocupa os eritrócitos do hospedeiro e dentro deles se multiplica (pode-se encontrar até 16 elementos piriformes dentro de cada célula).

Rhipicephalus sanguineus.
Fonte: doumie.wowjdr.com.


Patogenia e Sinais Clínicos

Ciclo Babesia gibsoni em cão.
Fonte: vetpda.ucdavis.edu.

A babesiose pode apresentar-se como doença subclínica, hiperaguda, aguda ou crônica, sendo que os animais jovens são mais sensíveis e freqüentemente apresentam formas mais graves da doença. A fase hiperaguda e aguda da infecção resultam em anemia e febre que evolui para mucosas pálidas, perda de apetite, depressão icterícia, petéquias e hepatoesplenomegalia. Na forma crônica ocorre febre intermitente, anorexia, perda de peso, edema, fraqueza, esplenomegalia e mais raramente hemoglobinúria e icterícia. Equinos assintomáticos poderão apresentar como indício de infecção, diminuição de performance.



Diagnóstico

O diagnóstico poderá ser feito através de detecção do agente em esfregaço sanguíneo (não é considerado como melhor método, pois nem sempre o parasito poderá ser encontrado através desta técnica). Deve-se basear também na anamnese e exame físico do animal.


Babesia bigemina em hemácia, vista através de esfregaço sanguíneo .
Fonte: Arquivo Pessoal, 2012.

Babesia sp. vista em hemácia através de esfregaço sanguíneo.
Fonte: Arquivo Pessoal, 2012.
Alterações hematológicas: anemia regenerativa, bilirrubinúria, hemoglobinúria,  trombocitopenia e leucocitose associada à linfopenia.

RIFI, ELISA e PCR são listados como métodos sensíveis para detecção do parasito (em testes sorológicos podem ocorrer falsos positivos, pois através do colostro, existe passagem de anticorpos maternos. Com o decorrer do tempo, os títulos caem).


Western Blot é considerado como o teste sorológico de preferência para detecção de Babesia sp.


Tratamento

O tratamento pode ser feito com Diamidinas, Carbanilidas, Imidocarb e Imizol.




Prognóstico

Bom, porém muitos animais tratados permanecem como portadores da doença, podendo dessa forma ocorrer recidivas.



Controle e Profilaxia

Evitar que os animais tenham contato com outros animais infectados e principalmente eliminar o vetor ou fazer o possível para que haja redução na população do mesmo.




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REFERÊNCIAS


ANTONIO, N. S.; OLIVEIRA, A. C. de. Babesia canis: Relato de Caso. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353. Ano VII – Número 12 – Janeiro de 2009 – Periódicos Semestral. 

CORREA, A. A. R. et al. Babesiose canina: Relato de Caso. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA PERIODICIDADE SEMESTRAL – EDIÇÃO NÚMERO 4 – JANEIRO DE 2005 - ISSN 1679-7353. 

DUARTE, S. C. et al. Diagnóstico parasitológico e molecular da babesiose canina na cidade de Goiânia - GO. Vol. 37 (3): 229-236. jul.-set. 2008. Disponível em <http://www.revistas.ufg.br/index.php/iptsp/article/viewArticle/5064>.


Lopes, V.V.A. Estudo parasitológico e molecular da infecção por Babesia spp. em cães de áreas rurais do Estado de São Paulo. Botucatu, 2006.  61f. Mestrado, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Disponível em <http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/bbo/33004064022P3/2006/lopes_va_me_botfmvz.pdf
>.


MIRANDA, F.J.B. et al. Frequência de cães infectados por Babesia spp. em Campos dos Goytacazes, RJ. Ciência Animal Brasileira , v. 9, n. 1, p. 238-241, jan./mar. 2008. Disponível em <http://www.revistas.ufg.br/index.php/vet/article/viewArticle/1030>.

PEREIRA, M.A.V. da C.et al. OCORRÊNCIA DE BABESIA EQUI (LAVERAN, 1901) E BABESIA CABALLI (NUTTALL & STRICKLAND, 1912) EM EQÜINOS DA RAÇA PURO SANGUE INGLÊS DE PEQUENOS ESTABELECIMENTOS EQÜESTRES. Arq. Inst. Biol., São Paulo, v.71, n.4, p.405-409, out./dez., 2004. 


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