8 de novembro de 2013

Desvendando a Toxoplasmose Felina - Posso Continuar com meu Gato?

Olá!
Toxoplasmose...o que fazer a respeito? Vamos saber um pouco mais...
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Família: Sarcocystidae;
Gênero: Toxoplasma;
Espécie: T. gondii;

- Coccídio intestinal de gatos
- Ciclo evolutivo com fase sistêmica facultativa (causa abortos em ovinos e zoonose)
- Infecções graves em humanos durante a gestação (aborto ou doenças congênitas que afetam o SNC)

Hospedeiro Final: Todos os felídeos (equizontes e gamontes no intestino delgado)
Hospedeiro Intermediário: Qualquer mamífero ou aves (taquizoítos e bradizoítos em tecidos extra intestinais, músculos, fígado, pulmão, cérebro)

Oocistos: Encontrados nas fezes de gatos;
Esquizontes: Encontrados no jejuno e íleo;
Gamontes: Encontrados no íleo;
Taquizoítos: Em  fibroblastos, hepatócitos, células reticulares e miocárdicas;
Bradizoítos: Em cistos nos músculos, fígado, pulmão e cérebro.

Ciclo Evolutivo

Hospedeiro Definitivo:

-  Gatos infectam-se por ingestão de animais previamente infectados por Toxoplasma (comumente roedores ou ingestão direta de oocistos entre gatos);
- Ingestão de bradizoítos é a vida mais importante de infecção, resultando na eliminação de oocistos em quantidades grandes;
- Gato ingere o cisto, a parede do cisto é digerida pelo estômago, bradizoítos são liberados no epitélio intestinal e começa o processo gameto e esquizogônico, resultando em produção de oocistos em 3 a 10 dias;
- Liberação de oocistos durante uma a duas semanas;
- Durante o ciclo, os organismos podem invadir os órgãos extra intestinais.

Hospedeiro Intermediário:

-  Extra intestinal = resulta na formação de taquizoítos e bradizoítos;
- Oocistos esporulados são ingeridos => Esporozoítos liberados penetram na parede intestinal e disseminam-se pela via hematógena => Taquizoíto entra na célula, multiplica-se => Rompimento da célula e infecção de novas células => Fase aguda da toxoplasmose => Hospedeiro sobrevive e produz anticorpos que limita a invasão celular => Formação de bradizoítos;
- Infecção pela ingestão de bradizoítos e taquizoítos na carne de outro hospedeiro intermediário, ou seja, humanos e carnívoros podem adquirir a infecção por ingestão de carne crua ou mal cozida.


Patologia Geral

-  Sempre relacionada à fase extra intestinal;
- Infecções adquiridas através do trato digestivo;
- Taquizoítos podem produzir áreas de necrose em órgãos vitais = hospedeiro fica febril e apresenta linfadenopatia;
- Bradizoítos = fase assintomática;
- Animais e mulheres expostos pela primeira vez ao agente durante a gestação: pode ocorrer doença congênita com lesões no sistema nervoso central;
- Retinocoroidite = lesão frequente na toxoplasmose congênita.

Sinais Clínicos

- Gatos: Doença clínica é rara;
             Enterite, linfonodos mesentéricos dilatados, pneumonia, alterações degenerativas no SNC e encefalite.

- Cães: Febre, lassidão, anorexia e diarréia, pneumonia, manifestações neurológicas, infecção juntamente com cinomose.

- Ruminantes: febre, dispnéia, sintomatologia nervosa e aborto.
                     Ovinos: infecção no início da gestação (menos de 55 dias), há morte e expulsão do feto.

- Homem: Infecção por mãos contaminadas durante limpeza de gatil, ou por ingestão de verduras contaminadas por fezes de gato;
                Febre, mal estar, linfadenopatia geral, raramente ocorre envolvimento de órgãos vitais.
                Na infecção congênita: retinocoroidite e necrose cerebral, hepatoesplenomegalia, insuficiência hepática, convulsões, hidrocefalia.


Diagnóstico

- Através de teste sorológico ou demonstração do agente em tecidos de camundongos inoculados com material suspeito;
- Teste de corante Sabin-Feldman e Teste por imunofluorescência indireta (AIF) ou ELISA.


Tratamento

- Não existe tratamento satisfatório.


Controle

- Limpeza de gatos e remoção adequada das fezes;
- Lavar as mãos antes de comer;
- Lavar bem os alimentos antes de comer;
- Não comer carne crua ou mal cozida, nem dar aos gatos;
- Vacinar ovinos.

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REFERÊNCIA

URQUHART, G. M; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L.; DUNN, A. M.; JENNINGS, F. W. Parasitologia veterinária. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.





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